28 outubro 2016

A origem da seda

Vamos contar a história de um dos tecidos mais usados pelas noivas em nosso ateliê, os tipos variam, pode ser cetim, chiffon, musseline, organza, crepe e por aí vai. Mas a preferência e admiração por este tecido nobre e de origem tão singela conquista os corações das nossas noivas, pelo toque macio, suave e delicado.

Em 2460 A.C., Hsi Ling-Shi, esposa do imperador chinês Hoang-Ti, tomava chá sob a sombra de uma amoreira, quando um casulo se desprendeu e caiu em seu chá. Estava descoberta a seda e, por 30 séculos, os passos para sua produção permaneceram em segredo. Ao longo da história, a misteriosa seda chinesa foi o fio condutor para o comércio, a imigração e a difusão de religiões. A rota da seda aproximava oriente e ocidente e foi o caminho por onde seguiram muitas das transformações culturais e geográficas.


Durante o Império Bizantino, uma expedição secreta à China trouxe os segredos da seda, dando início à sericultura no ocidente. A produção da seda se expandiu pela Europa e se tornou matéria prima indispensável, até hoje, para as indústrias têxteis e da moda italiana e francesa. A sericultura chegou ao Brasil com os imigrantes europeus e sua produção, hoje, é destinada à indústria têxtil nacional e, principalmente, exportada. 


A borboleta fêmea do Bombix Mori põe em torno de 500 ovos. As lagartas se alimentam exclusivamente de folhas de amoreira. Por isso, sua seda também é conhecida como Mulberry Silk. Após o período de crescimento, a lagarta começa a fiar o casulo. Cada casulo pode fornecer de 400 a 1800 metros de fios de seda. O fio é tão fino que, para obter 1 grama, são necessários de 3500 a 4500 metros. No tacho de fiação, o casulo é escovado, para encontrar sua ponta, e desenrolado. O fio de seda é o único fio contínuo natural existente.


Em nosso próximo post, falaremos sobre cada tipo de seda, tipos de fibra, toques, etc.. Enquanto isso, confira nossas novidades em nosso insta: @lascivite. :)

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