08 março 2013

Mulher

Todo dia 8 de março sempre nos deparamos com diversas reações controversas. Mulheres que são contra e encaram como uma data machista, mulheres que adoram receber flores e elogios pelo dia, e por ai vai.

A gente prefere aproveitar o dia como uma oportunidade de lembrar porquê esse dia existe. Celebrado internacionalmente em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto

Ora, a gente bem sabe que, antigamente, ser mulher não era fácil. Não que hoje ainda o seja, afinal, ainda temos que lidar constantemente com o machismo no trânsito, no trabalho e até nas relações pessoais. Olhando por esse ângulo, temos sim muitos motivos para fazer dessa data uma oportunidade e uma homenagem. A oportunidade de lembrar a todos da nossa luta diária por melhores condições de vida e uma homenagem àquelas mulheres que inspiram a nossa luta.

É por isso que aproveitamos esse dia para contar aqui um pouco da história dessas mulheres. Mulheres que nos fazem seguir em frente, de cabeça erguida e com orgulho do nosso gênero. 

Marie CurieA cientista franco-polonesa Marie Curie foi certamente uma das mentes mais brilhantes do século 20. Ela foi a primeira mulher a ganhar um Nobel. Aliás, ganhou dois: em física e química, por sua pesquisa com radioatividade no começo do século 20. E tudo isso vivendo uma história de amor (com Pierre Curie) e lutando para ser reconhecida num meio em que até os homens sofrem para atingir o estrelato. 



Frida KahloA artista mexicana superou um acidente que a deixou imobilizada por anos para se tornar uma das maiores pintoras de seu país. Casou com outro grande nome da arte mexicana, Diego Rivera, um relacionamento muitas vezes explosivo, mas superou o marido já famoso com seus autorretratos cheios de carga emocional e cores fortes. 



Coco ChanelO século 20 trouxe muitas heroínas e libertadoras. Coco Chanel, nascida Gabrielle Bonheur Chanel, na França, também fez seu papel de heroína ao libertar as mulheres do vestuário desconfortável e pesado do século anterior, criando peças simples e extremamente elegantes, sem abrir mão do bem estar. Seu estilo se mantém inabalado há quase cem anos, à espera da próxima revolucionária da moda. 



Pagu - Jornalista, namoradeira e comunista. Patrícia Galvão, conhecida pelo apelido de Pagu, tinha a fórmula perfeita para enfurecer os mais conservadores no começo do século 20. Tanto fez que foi diversas vezes presa e até torturada pela ditadura na era Vargas. Casou-se com o escritor Oswald de Andrade - que se separou de Tarsila do Amaral para ficar com ela. Além de tudo isso, ainda era desenhista, tradutora e escritora de romances. Pagu era incansável. 



Audrey Hepburn Tida como o rosto mais belo do cinema, a atriz consagrou a elegância simples: calça de corte masculino, gola rulê e o pretinho básico. Mas não é só pela sua elegância no guarda-roupa que Audrey está em nossa lista. Tendo sido vítima da guerra quando era criança, Audrey começou em 1987 seu trabalho como Embaixatriz da UNICEF.  Audrey se sentia em débito com a organização, pois foi o "United Nations Relief and Rehabitation Administration" (que deu origem à UNICEF) que chegou com comida e suprimentos após o término da Segunda Guerra Mundial, salvando sua vida.



Zuzu Angel A estilista mineira Zuzu Angel se tornou símbolo da resistência à ditadura no Brasil ao denunciar nos Estados Unidos a tortura e o sumiço de militantes que se opunham aos generais, entre eles seu filho, Stuart Angel. Zuzu morreu em 1976, num acidente de carro mal explicado, tentando encontrar o corpo do seu filho.



Bertha Lutz Para lutar pelo nosso direito de votar, ela organizou até um vôo num aeroplano, de onde lançou folhetos sobre o Congresso Nacional, o Palácio do Catete, sede do governo federal no Rio de Janeiro, e os jornais da cidade. Bertha também teve atuação internacional, batalhando com as sufragistas nos Estados Unidos e em países latino-americanos. 



Brigitte Bardot - Sex simbol dos anos 60, Brigitte Bardot conseguiu a façanha de desviar as atenções de Hollywood para o cinema francês. Os filmes new wave, como Barbarella, renderam notoriedade internacional à loira, que no Brasil fez a fama da cidade de Búzios - há até uma estátua da atriz na cidade. Em 1973, ela decidiu encerrar a carreira de atriz. Desde então, Bardot dedica-se à proteção dos direitos dos animais. 



Nina Simone - Quando jovem, foi perseguida por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo. Seu envolvimento era tal, que chegou a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um policial nova-iorquino, também sofreu com a violência do marido, que a espancava. Cantou músicas clássicas e imortalizou hits como "Aint Got No - I Got Life", "I Wish I Know How It Would Feel To Be Free", e "Here Comes The Sun".



Clarice LinspectorA autora de "Perto do Coração Selvagem" era um grande enigma até para si mesma. Suas palavras profundas que refletiam a inquietude de simplesmente estar viva conquistaram admiradores em todo o mundo. Clarice foi esposa, mãe de dois filhos e uma das escritoras mais misteriosas do país. 



Leila Diniz "Leila Diniz: &$7!" dizia a manchete do jornal O Pasquim ao anunciar a entrevista com a atriz Leila Diniz. Seus infindáveis palavrões simplesmente não poderiam sair no jornal, então a solução foi essa. Sua controversa barriga de grávida à mostra na praia e sua posição contra a ditadura a fizeram pagar um preço muito caro, sendo rejeitada nas principais emissoras de TV. Mesmo assim, Leila não deixou de dizer o que pensa. A entrevista ao Pasquim gerou tanta polêmica que a ditadura militar adotou a censura prévia, lei que foi apelidada de "Decreto Leila Diniz". 



Elis Regina - Era da gaúcha Elis Regina o maior cachê musical no país nos anos 1960. Seu disco Dois na Bossa, com Jair Rodrigues, foi o primeiro álbum brasileiro a vender 1 milhão de cópias. Foi também pioneira ao registrar sua voz como instrumento na Ordem dos Músicos do Brasil. 



Maria da PenhaA brasileira lutou por 20 anos para ver preso o ex-marido, que tentou matá-la duas vezes. Por causa da demora da Justiça em condená-lo, a Organização dos Estados Americanos (OEA) puniu o Brasil por negligência à violência doméstica e recomendou a criação de uma lei para o tema, em vigor desde 2006.



Lady Di A princesa mais carismática da história lutou por causas humanitárias, como o combate à Aids, e dividiu com o mundo seu sofrimento pela traição do marido, o príncipe Charles. Diana faleceu no dia 31 de agosto de 1997, em Paris.



Angelina Jolie Angelina é o exemplo de como a beleza pode ser superada pela competência. Linda como sempre, a atriz é mais do que consagrada como uma das principais de sua geração. Mas Angelina já afirmou mais de uma vez que a carreira não é seu papel principal. Mãe de seis filhos (Zahara, Madoxx, Pax Tien, adotados; e Shiloh, Knox e Vivienne, naturais), mulher de Brad Pitt, um dos mais cobiçados partidos de Hollywood, ela se desdobra para garantir toda a atenção do mundo à família. Como se fosse pouco, Angelina ainda arranja tempo para partir em missões humanitárias como embaixadora da Boa Vontade da ONU. Tudo o que ela faz é do bem. 



Tentamos, nessa seleção de musas inspiradoras, contemplar diversas áreas. Isso porque estamos conquistando cada vez mais e mais espaços. Espaços cujas portas foram abertas por elas e por tantas outras, famosas ou não. À todas essas musas, que são também nossas mães, avós, tias, amigas...nosso parabéns por SER MULHER!


Fonte: Wikipedia e Portal MdeMulher


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