20 julho 2011

Somos a favor da liberdade, fraternidade e igualdade!

Ficamos tristes ao saber que a prefeitura de São Paulo proibiu que os artistas de rua vendam CDs ou DVDs, mesmo que sejam de seu próprio trabalho. A mesma proibição vale para artistas que recebem doações do público.

“A venda de CDs na via pública caracteriza comércio ambulante. A emissão de Termo de Permissão de Uso para esta atividade está suspensa em toda a cidade por uma Portaria do Secretário Municipal de Coordenação das Subprefeituras”, apontou a subprefeitura em nota.

A prefeitura justifica que a simples apresentação de artistas na via pública não requer autorização. “Uma vez que a manifestação artística é garantida pela Constituição Federal”. Mas os artistas discordam, afirmando que dependem das doações recebidas nas ruas e da venda de suas próprias produções.”

Ainda bem que Piaf não nasceu em São Paulo, não é mesmo? Mas imaginamos quantos talentos não estão espalhados por aí e com essa medida a prefeitura dificultará ainda mais a descoberta deles!

Para Glauco Cortez, em seu blog Educação Política:

Os artistas de rua são aquelas pessoas que, na maioria das vezes, vivem de sua arte. Eles pintam o corpo, fazem malabarismos, tentam chamar a atenção de quem passa apressado na correria do dia-a-dia. Tentam impressionar pelo seu talento e criatividade, tocando a sensibilidade ou evocando lembranças naqueles que passam. De forma alguma, os artistas de rua obrigam o outro a contribuir com o seu trabalho. A contribuição é voluntária e vale o quanto aquela manifestação artística representa para quem vê.

Além de não atrapalhar a ordem pública, o artista de rua dá um colorido a mais para a paisagem, deixando-a mais alegre, divertida, sutilmente artística e renovada. Às vezes, as pessoas podem até se sentir incomodadas, o fato é que o artista de rua não as incomoda, ele pede indiretamente por meio da arte, mas não interpela ninguém, as pessoas são livres para olhar se quiserem, para contribuir se acharem que ele merece, para passar sem sequer inclinar a cabeça. O artista é livre e respeita a liberdade do outro.

Concordamos plenamente com Glauco e fazemos nosso singelo apelo em favor dos artistas de rua!


Artista de rua - Montmartre / Paris, abril 2011
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