28 janeiro 2009

DELÍCIA DE TRUFA!

Mundo pequeno esse, conheci Helena por meio de uma amiga nossa em comum, a Sandra. Sei que Helena é chocolatière (especialista na arte de confeccionar chocolates) e faz trufas divinas, além de várias outras receitas maravilhosas que são divulgadas em vários sites e blogs de gourmet.

Agora, descubro que Helena também é amiga do Alê, do Cuecas na Cozinha, e da Criz Paz, logo pensei, claro! Alê também ama e sabe cozinhar e receber os amigos muito bem, para minha sorte! :D

Queria compartilhar com vocês essa dica gostosa demais veja parte da entrevista que o Alê fez com a Helena. Clique aqui para ver a entrevista completa no Cuecas na Cozinha.



"Vou contar-lhes um negócio, essas trufas preparadas com chocolate belga Callebaut são saborosas e fresquíssimas (grande segredo para as boas trufas). Aliás, um à parte: Trufas são essas das fotos, não aquilo que vende em papel laminado colorido ao lado dos caixas de diversos estabelecimentos a R$1 ou R$2.

A trufa recebeu esse nome porque lembra a trufa (fungo raro e caro usado em pratos salgados). Dá uma olhada aqui. Estou falando da trufa clássica, onde o creme de chocolate é banhado no chocolate derretido (por isso ela fica disforme – não é feita em forminha) e coberto de cacau em pó (lembrando a terra de onde o fungo é extraído).

Minhas preferidas foram: a de café (ganache potente, porém suave – enche a boca com o sabor do café); a com Licor Peachcream (o sabor do pêssego salta do ganache branco molinho) e uma mistura inusitada de chocolate com Ovomaltine (a casca fica crocante e dá um contraste interessante quando derrete na boca, a proporção está na medida certa)
Pedi para a Helena contar um pouco da sua história e logo saquei que graças à avó dela é que ontem pude provar essas trufas. Ah! Eu e ela estamos preparando uma surpresa que vai pintar por aqui no final de setembro. Fala Helena!Faço doces desde pequena (7/8 anos de idade), quando adorava ajudar a minha avó na cozinha. Com 14, já preparava quase tudo do café-da-manhã natalino de casa (bolos, biscoitos e quitutes da época), e com 16/17, todas as sobremesas dos jantares que minha mãe oferecia.

Aos 18 anos, comecei a freqüentar cursos de chocolates e doces. Eu morava em Belém do Pará, mas sempre vinha passar as férias com minha avó aqui e ela descolava algumas aulas. Também aproveitava as oportunidades quando viajava ao exterior. Mas nunca fiz cursos longos. Tive aulas com François Payard, Laurent Duchêne (na época, professor do "Le Cordon Bleu" de Paris), Philippe Givre (Confeiteiro-Chef da "Fauchon" de Paris), entre outros.Com 27 vim morar em São Paulo e abri uma doceria em Moema. O meu forte sempre foi "erro e acerto". Minha cozinha sempre foi e é um "laboratório culinário". Acredito ser essa a melhor forma de aprendizado: um pouco de teoria, pesquisa, e muuuuita prática! Meu aprendizado maior consiste em ter curiosidade de experimentar, olhar, estudar, e reproduzir cada alquimia dos doces que tenho oportunidade de degustar.

Hoje, continuo me aprimorando e "testando" mais que nunca. Trabalho em casa, muito artesanalmente, e aceito encomenda de amigos, amigos de amigos...risos...
Mas faço meu plano de trabalho e minha produção é exclusiva e pequena. Foi assim que escolhi. E está dando certo!"
Helena Gasparetto - contato: lenag@uol.com.br
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