02 dezembro 2008

Coisas que gostamos...



Adoro assistir um bom filme, com pipoca, chocolate, guaraná e tudo que temos direito! Quem não gosta? Sou eclética, gosto de ver um pouco de tudo, mas Wood Allen certamente é um de meus favoritos. Em 2002, Allen abriu o Festival de Cannes com "Dirigindo no Escuro", uma comédia de erros sobre um cineasta (o próprio) que sofre de uma cegueira temporária, mas, ainda assim, consegue rodar um filme. A piada final parecia ter sido feita sob encomenda para Cannes: o caótico filme rodado pelo homem cego fracassa nos EUA, mas cai nas graças da crítica francesa e o cineasta muda-se, feliz da vida, para Paris.

Ironia ou não, seis anos depois Allen está de volta a Cannes com seu quarto filme realizado na Europa. Depois de três histórias situadas em Londres ("Match Point", "Scoop" e "O Sonho de Cassandra", em cartaz no Brasil), ele agora aponta a câmera para a arquitetura de Barcelona, onde encena um qüiproquó amoroso estrelado pela sua atual favorita, Scarlett Johansson, a novata Rebecca Hall e os atores espanhóis Javier Bardem e Penélope Cruz.

Assisti o filme e, como sempre, sai feliz da vida do cinema. O filme é leve, poético, divertido, mas sem aqueles finais melosos e previsíveis que fazem a gente sair do cinema ouvindo sininhos ao fundo e crente de que vai tropeçar no príncipe encantado.

Gosto de seus filmes exatamente por isso. Wood Allen nos passa leveza com franqueza, comédia com inteligência, mostra as pessoas como de fato são. Diferentes, com pontos positivos e negativos, ninguém é perfeito, não há o mocinho nem o bandido e todos, de sua maneira, é claro podem ser felizes e conviver com todas essas diferenças.

Vicky Cristina Barcelona propõe outro tipo de olhar sobre o amor, mais brincalhão, com menos cobrança. Um olhar sobre o fato de que amores vão e vêm, morrem e renascem, crescem, transformam-se, deixam de ser.
Achei a estória um delicioso conto sobre os caminhos erráticos do coração, sobre a impossibilidade do amor certinho, do "felizes para sempre", sobre a beleza da entrega, a intensidade da paixão e a poesia infinita do efêmero, do agora, do momento. Vale a pena conferir!
Fora a fotografia que tratando-se de Barcelona, dispensa comentários!
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